quinta-feira, 13 de julho de 2017

O Papel da Informática Educacional


A Informática Educacional é um benefício que chegou com o intuito de facilitar o processo de ensino-aprendizagem ao mesmo tempo em que promove a inclusão dos alunos no mundo da tecnologia, fornecendo uma ferramenta altamente atrativa, pois é mais fácil “prender” a atenção dos educandos. O saber e o conhecimento pedagógicos do professor são imprescindíveis para que o resultado seja satisfatório em relação ao efetivo aprendizado do aluno. Por mais elaborada que seja a atividade, sabemos que a máquina jamais irá substituir o professor, porém, como ainda não existe capacitação em tecnologia para todos os profissionais que atuam na área da educação, é imprescindível a presença de um mediador de informática para solucionar problemas técnicos e para auxiliar o professor na criação de atividades específicas. A Informática Educacional está à disposição de professores e alunos, sendo que as aulas no laboratório de informática devem ser a extensão das aulas ministradas em sala de aula. Desta forma, o professor deve expor ao mediador de informática os conteúdos que deverão ser trabalhados, possibilitando, assim, a criação de atividades que atinjam a expectativa dele em relação ao trabalho que está sendo realizado em sala de aula, visando sanar as dificuldades enfrentadas por seus alunos. A informática educacional aliada às práticas pedagógicas trabalha a leitura, a escrita, o raciocínio lógico, o cálculo mental ao mesmo tempo em que os alunos se familiarizam com os programas, aplicativos e softwares, sendo possível a aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de habilidades tecnológicas. É possível, ainda, utilizar materiais concretos e lúdicos em conjunto à informática educacional para que o aluno interiorize os conceitos que estão sendo transmitidos, pois especialmente durante os primeiros anos, na fase da alfabetização, os educandos interiorizam o conhecimento por meio do tato. A Informática Educacional proporciona ao educando o aumento das possibilidades de desenvolvimento das habilidades educacionais, tornando as atividades realizadas pelo lúdico uma grande aliada no trabalho com a coordenação motora, desenvolvendo a atenção e o raciocínio lógico. A Informática possibilita, ainda, a aquisição do conhecimento em relação à localização das letras no teclado e promove o correto manuseio do mouse.

Texto de autoria da Professora Lucinéia Rodrigues - Licenciatura Plena em Pedagogia. Mediadora da Formação de Educadores do município de Taboão da Serra.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ótimo texto para trabalhar classe gramaticais.

De gramática e de linguagem
E havia uma gramática que dizia assim:
“Substantivo (concreto) é tudo quanto indica
Pessoa, animal ou cousa: João, sabiá, canta”.
Eu gosto é das cousas. As cousas, sim!…
As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso.
As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém.
Uma pedra. Um armário. Um ovo. (Ovo, nem sempre, ovo pode estar choco: é inquietante…)
As cousas vivem metidas com as suas cousas.
E não exigem nada.
Apenas que não as tirem do lugar onde estão.
E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta.
Para quê? Não importa: João vem!
E há de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão,
Amigo ou adverso… João só será definitivo
Quando esticar a canela. Morre, João…
Mas o bom, mesmo, são os adjetivos,
Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto.
Verde. Macio. Áspero. Rente. Escuro. Luminoso. Sonoro. Lento. Eu sonho.
Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos
Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais.
Ainda mais:
Eu sonho com um poema
Cujas palavras sumarentas escorram
Como a polpa de um fruto maduro em tua boca,
Um poema que te mate de amor.
Antes mesmo que tu lhe saibas o misterioso sentido:
Basta provares o seu gosto…
(Mário Quintana)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Crônica: Aflição de morte

A sensação de calor era intensa e o suor escorria-me no rosto. Uma agonia invadia todo meu ser e eu sentia as lágrimas brilharem-me os olhos. Um nó na garganta aumentava o desconforto daquela hora angustiante e o gosto do sangue enchia-me a boca. Mil e uma lembranças vinham-me à mente, lembranças desconexas, onde tempos e lugares misturavam-se desordenadamente. Sei bem que por diversas vezes, naquele curto espaço de tempo, lembrei da casa de minha mãe, das comidas que ela fazia; quase cheguei a sentir o cheiro do “cozido-de-panela” que tão bem ela preparava.


Mas agora ali estava eu irremediavelmente perdido, sofrendo em terras alheias e distantes. A choupana de palha, o verão, a quentura dos “brorrobrós”, o fogareiro acesso, o roçado ainda por ser brocada. Quanta lida por fazer! E eu naquele penar, desfalecendo ante meu algoz.


Lembrei-me de novo da casa de minha mãe, de sua comidinha boa. Senti saudades. Quem dera pudesse voltar. Mas agora eu estava ali, casado com o “diacho” dessa mulher que não sabe cozinhar e deixou a carne crua e feijão sem sal.

— Oh trumento!
(Messias Rodrigues)

Um Poema: Nonsense

Em cada pedra um nome,
Em cada nome uma história
De caminhos e pedras
Trilhados a pés descalços:
Letras de uma saudade incontida,
De andarilho da infância
Em que me fiz caminho
E me tornei homem:
Pedra
(Messias Rodrigues)

O Papel da Informática Educacional

A Informática Educacional é um benefício que chegou com o intuito de facilitar o processo de ensino-aprendizagem ao mesmo tempo em que ...